Deriva - conhecendo o colégio

PLANEJAMENTO

- Continuidade das apresentações dos profissionais que trabalham na escola;

- Reconhecimento do espaço físico da escola;

Manhã: ir à biblioteca e estudar o material separado pela Madalena;

- Conversar com Alice Bonilha sobre plantas e quadro de funcionários;

- Inicio da construção de mapeamento;

- Levar máquina fotográfica e laptop;

- Comprar um caderno de registro;

- Situacionistas – levar livro;

MANHÃ

1.) Conversa com Madalena na Biblioteca

Encontrei com Madalena e ela havia separado um livro sobre a história do bairro. Neste livro aparece a escola Augusto Laranja.

Tivemos uma longa conversa sobre a história da escola, sobre as mudanças ao longo dos anos e marcas que ela guarda.

Anotações do meu caderno:

Arquivo com as publicações está na quadra

ligou para Alice Bonilha perguntando sobre ARQUIVO MORTO com documentos, fotografias, jornais e publicações => está em ITAPECERICA DA SERRA – ir atrás do arquivo morto

Existe uma empresa que guarda esses materiais – falar com Carlos

Década de 90, sistema apostilado (alguns exemplos de apostila na biblioteca)

Tia Lúcia: contava histórias para as crianças logo a escola começou.

No início era Pica-Pau, começou com 7 alunos. O prédio era conhecido como Castelinho e ficava perto do shopping na Av. Ibirapuera. Mirza, filha da D. Arlete estudava na escola.

Existem filmes com ex-alunos

Maria Amélia – auxiliar de disciplina/bedel – trabalha há muitos anos na escola = procurá-la.

Chico – cuidava de toda a parte de áudio visual

Antigamente tocava o hino nacional na escola, 1 vez por semana.

Eduardo: informática – 20 anos de casa. Talvez possa ajudar a encontrar os materiais de áudio-visual.

Escola antiga fica na rua Palestina. Unidade Aeroporto – Vila Mascote. Em 2004 vendeu o prédio “ergueram o prédio desde o primeiro tijolo”.

Prédio da Aubrick era e educação infantil. Rua Vieira de Moraes, 177.

Aubrick = junção de Augusto laranja com Red Brick (filha da D. Arlete)

Professor de física – 30 anos de casa

Escola Pica-Pau (Castelinho)

Prédio Augusto Laranja (Unidade Chanés)

Prédio Aubrick (Unidade Vieira)

Figura da Arlete (fundadora da escola) muito presente e importante na escola. Rosas amarelas todo dia na recepção da escola. Violetas na biblioteca. Mulher linda, aparecia na televisão e divulgava a escola na mídia. Sempre muito preocupada com a visibilidade da escola. Cuidado rigoroso com a APARÊNCIA. Feng Chui. Rosa chaves cuidava dessa parte – toda semana tinham que ter 5 violetas na biblioteca.

Arlete trazia da Holanda materiais sobre dinossauros e mandava traduzir, assim como outros materiais pedagógicos.

Faleceu em 2011.

50 anos da escola Augusto Laranja: primeiro momento de contar a história do Colégio Augusto Laranja sem a Arlete. Ela participou da organização da publicação dos 45 anos.

Havia uma editora na escola chamada Bem-te-vi. O Gustavo cuidava da editora. Gustavo morava em Curitiba e passou a a ser diretor da escola após o falecimento da mãe.

O prédio do Colégio Augusto Laranja é composto por algumas casas alugadas. História de um japonês que morava entre as casas alugadas e reclamava do barulho das crianças.

Perguntei sobre os aviões e Madalena sabe exatamente quais são as rotas de acordo com o dia de semana. Quando a sombra do avião cobre sua mesa ela consegue ver até o número do chassi da aeronave. Não dá para falar no telefone por causa do barulho quando um avião está passando.

Noite da vitrine

Jornalzinho voltado para os funcionários. Cláudia era a responsável. Jornalzinho é uma fonte para a história dos funcionários do Colégio Augusto Laranja. Foi interrompido em 2010.

O muro do colégio era inteirinho de unha de gato. Você via o muro verde quando se aproximava da escola. Hoje tiraram tudo. Havia orquídeas nas árvores.

Materiais para estudo | livro: Moema – Histórias Pássaros e Índios

2.) Conversa com Giuliano na sala de comunicação

Importância da prática de gravar o áudio das conversas sobre a escola, para já ir gerando materialidades para exposição.

Pensar numa metodologia de trabalho: manhã – escuta | tarde – criação respostas ao espaço, devolutivas. Quais intervenções seriam possíveis? Frases na lousa, intervenção no intervalo...

Material de referência para pensar a residência artística:

COMO ESTE REGISTRO QUE ESTOU ESCREVENDO AGORA PODE SER UMA MATERIALIDADE VISUALMENTE INTERESSANTE DO PROCESSO DE RESIDÊNCIA?

SISTEMATIÇÃO e DIGITALIZAÇÃO DAS ANOTAÇÕES FEITAS À MÃO SERÁ A MELHOR FORMA? UTILIZAR AS PALAVRAS ESCRITAS À MÃO e APAGAR O DOCUMENTO ESCRITO NO COMPUTADOR COM ÁREAS PRETAS.

CONSTRUÇÃO DE UM BLOG

3.) Conversa com Giulianos e Lurdes na sala de comunicação

Lourdes fala de Arlete. Lourdes conta como Arlete faleceu.

Desfile dos uniformes da escola.

Jornal NECTAR – desde os 19 anos do Colégio Augusto Laranja. Neste jornal existe uma crônica do primeiro dia de aula da escola há 50 anos atrás.

Investigar onde está essa CRÔNICA DO PRIMEIRO DIA DE AULA. Possibilidade de imprimir e colocar no espaço da escola, ou nas cadeiras dos alunos.

“Não existe fruto sem raízes”

NOTAS DAS OBSERVAÇÕES

Intervalo: uso de Iphone nos intervalos

TARDE

1.) Estudo sobre o material “Até aquele momento – residência artística Condomínio Cultural – 2013”

“Residência artística como um processo imersivo e experimental durante o qual o artista se deixa permear pelas particularidades do ambiente com o qual dialoga”

Projeto de artes tomando como base o corpo ativo do Colégio Augusto Laranja. O colégio como o lugar de trabalho, construindo nele, a aprtir e sobre ele, uma série de experimentações.

“Deslocamento do campo próprio para outras circunstâncias de produção, o artista abere-se para novas determinações: ocorrências físicas, ambientais, históricas, equipamentos, mobiliários.” OBJETOS PRESENTES NA ESCOLA.

-Quantas pessoas já sentaram nessa cadeira?

“O artista leva-se aberto ao encontro com uma realidade distinta da sua – física, antropológica, e porque não politicamente – espaço outro a descobrir”

ESCONDERIJO – CANTOS – CORREDORES

Expansão da escola para além do tempo físico.

“Residências evidenciam o MODUS OPERANDI novo solicitado pela experiência de habital um lugar essencialmente distinto do lugar próprio de um artista”

ATENÇÃO AO CONTEXTO

Manifestação artística como TRADUÇÃO desta experiência.

ESPAÇOS VAZIOS, ESPAÇOS EXCESSIVAMENTE ABERTOS e APARENTEMENTE TRANSPARENTES

SEGREDOS APREENDIDOS

  • SINAL – som nas salas

Quais já foram os tipos de som que indicaram o horário do intervalo? Sino? Sirene?

Como evidenciar e interromper a rotina escolar?

Chamar atenção para aquilo que está no nosso cotidiano e que não percebemos – automatismos. O que condiciona.

  • Faixas interditando passagens – isolamento de áreas e relatos de acontecimentos – Placas

2.) Conversa com Alice Bonilha

Para o Mapeamento da Escola:

- Planta do prédio da escola OK – precisa fazer os apontamentos das mudanças feitas no prédio. Alice vai tentar encontrar as plantas das reformas.

- Quadro de funcionários OK (Carlos já mandou por e-mail)

Arquivo morto:

- Seleção de 7 caixas com fotografias antigas do arquivo-morto para vir de Itapecerica da Serra. Opção pelas caixas com imagens e materiais impressos mais antigos.

- Perguntar para Giuliano onde armazenar as caixas. Sala de comunicação?

DERIVA PELA ESCOLA – TRABALHO DE CAMPO

- Sair com a máquina fotográfica pelo espaço da escola e gravar situações rotineiras já é em si uma ação que provoca estranhamento nas crianças e nas pessoas que ocupam o espaço do colégio

- Gravei 3 situações rotinas da escola:

  • Câmera parada: crianças no intervalo brincando na quadra

  • Câmera parada: corredor com crianças passando

  • Crianças contam que existe uma escada enterrada no tanque de areia. Vamos até lá, elas cavam e mostram um degrau escondido.

Ficção x História

Ações futuras:

  • Gravar parquinho perto da quadra com barulho da bomba água.

  • Gravar os espaços da escola de noite

  • Explorar espaços vazios x áudio das crianças x áudio de avião

  • Planos detalhes: janela com formigas

Observação: 1 vez por semana é um tempo muito espaçado para o processo de criação. A residência como morada exige um fluxo de trabalho mais dinâmico e mais vivo. Para futuras residências, pensar em imersões.


Colégio Augusto Laranja 

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